NOVA ODESSA, 24 DE NOVEMBRO DE 2017
  • DIREÇÃO ESPIRITUAL
Publicação.: 19/04/2012

Não me desampares

Não me desampares
Naquela trágica tarde no Éden, Deus não ficou triste porque Adão e Eva tinham comido um fruto. Mas porque os filhos amados, que outrora corriam felizes aos braços do Pai, desta vez se esconderam dEle. O pecado tinha criado um abismo de separação entre o Criador e a criatura. Essa é a conseqüência mais cruel do pecado. E insta para que o ser humano viva apenas preocupado com a exterioridade do cristianismo. A partir daquele dia, a humanidade começou sua corrida solitária pelo deserto da vida. O tempo se encarregaria de mostrar-lhe como é triste viver separado de Deus. Separação traz desintegração, e desintegração, morte. No Salmo 38, Davi descreve as conseqüências visíveis do pecado. “Não há parte sã na minha carne, por causa da Tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.” Sal. 38:3. Ele chora. O pecado afeta a vida física do homem. Apaga o desejo de viver que gera endorfinas, alimento das células do corpo. A vida perde sentido. A criatura deixa de viver e apenas existe. “Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas, por causa da minha loucura” (Sal. 38:5), Davi continua – e com esse lamento descreve o que a consciência é capaz de fazer na mente do pecador. “Como pude fazer esta loucura!”, desespera-se o pobre pecador, logo que o fascínio da tentação acaba. Mas já é tarde. As conseqüências sociais do erro aparecem como “setas” ferindo a alma. “Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga, e os meus parentes ficam de longe.” Sal. 38:11. Tristeza, desolação. Abandono. Autocondenação. Facas afiadas que ferem até sangrar. Davi sabia bem o que era isso. Mas de todo o Salmo, escolhi apenas o verso 21: “Não me desampares... Não Te ausentes de mim.”

Escrito por: ANTONIO FERNANDES
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